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Em assembleia-geral extraordinária, associados disseram sim a um aumento de quotas. A necessidade de obter mais receitas foi o motivo apontado para esta subida 
A partir deste ano, os sócios do Centro de Apoio Social (CAS) de Vila Nova de Monsarros passam a pagar um euro mensalmente, ascendendo assim a 12 euros a quota anual. A medida, aprovada por maioria, “é uma forma de ajudar o centro numa altura inicial, sempre difícil e uma forma de responder às despesas de uma instituição solidária em funcionamento, com encargos crescentes”, como sublinha António Andrade, tesoureiro da direcção.
A actualização de quotas deixa ainda um ponto, que antevê a possibilidade “de cada sócio ser livre do pagamento de um valor superior, se assim o entender”, como solicitado pela direcção e referido em acta.
CONTAS COM SALDO POSITIVO
O centro entrou em funcionamento em Dezembro de 2007. Cerca de seis meses depois, a direcção faz um balanço positivo. António Andrade mostra-se satisfeito com os resultados, frisando “a boa adesão às três valências”, duas das quais já lotadas. A prová-lo estão as contas finais, que anunciam um saldo positivo de cerca de 15 mil euros, “valor real” do período de 2000 a Abril de 2008.
No relatório dado a conhecer aos sócios, que compreende o ciclo referido, foi apresentada uma receita no valor de cerca de um milhão e 430 mil euros, incluindo já o empréstimo de 400 mil euros à banca. Já a despesa situa-se em pouco mais de um milhão e 415 mil euros, quantia relativa a obras, equipamentos e despesas correntes diversas.
Com um orçamento de obras inicial de um milhão e meio de euros, “o centro tem passado por algumas dificuldades, ultrapassadas graças à boa vontade e muito apoio”, afirma o tesoureiro. De referir que, apesar da comparticipação do Estado ter sido estabelecida em 80 por cento do orçamento inicial, o CAS apenas recebeu 379 mil euros do Poder Central.
JANTAR SOLIDÁRIO COM BONS RESULTADOS
“Dificuldades à parte, o centro fica a dever a sua existência a todos aqueles que têm ajudado” aquela instituição, salienta António Andrade.
Ao longo dos anos, várias têm sido as ajudas que “permitiram a conclusão e abertura do centro”, realça o tesoureiro. A estes apoios, acrescem as iniciativas do CAS, como é exemplo o jantar solidário organizado na passada semana. O convívio permitiu a angariação de mais de 22 mil e 300 euros, entre donativos e inscrições. Contudo, a realização deste jantar ficou a igualmente a dever-se à cedência dos géneros alimentares, apoio do serviço à mesa, grupo musical, equipa de cozinha e “todos quantos tornaram possível a iniciativa”, destaca António Andrade.
Nesta assembleia os associados manifestaram ainda o seu apoio a uma proposta da direcção, que pretende levar a cabo um peditório pela freguesia. Esta acção destina-se à recolha de fundos, mas simultaneamente possíveis empréstimos ao centro “para fazer face às despesas”. Neste plano, os cinco membros da direcção e presidente da mesa deixaram a promessa de um empréstimo de 1000 euros cada, a médio prazo e sem juros. A concretizar-se, a proposta incluirá uma cláusula, “de, em caso de pedido, por quaisquer motivos, haver devolução imediata do valor”.
Actualmente com Centro de Dia, Apoio Domiciliário e ATL a funcionar em pleno, a creche da instituição, com abertura marcada para Setembro, tem ainda lugares por preencher. Multimedia: | | Arquivo: | Texto e multimédia: Mário Matos/ MMPLDA Fotografias: Mário Matos mmplda.blogspot.com |
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