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Desfile de Carnaval invulgar

Corso carnavalesco de última hora permite a angariação de cerca de 500 euros para o Centro de Apoio Social (CAS) de Vila Nova de Monsarros e proporciona tarde de animação na aldeia

Cinco anos depois do último desfile de Carnaval realizado pelas ruas da aldeia, Vila Nova voltou a receber um corso do Dia do Entrudo no passado dia 24. A iniciativa que contou com a participação de vários populares e utentes do centro decorreu ao longo de toda a tarde e permitiu a recolha de cerca de 500 euros para o CAS.

Os fundos obtidos neste evento foram conseguidos através da venda de produtos alimentares oferecidos por estabelecimentos comerciais da aldeia e algumas brincadeiras de ocasião. A mais singular de uma fictícia agente de polícia cujo valor dos autos levantados, não dependia da lei, mas da generosidade do infractor para com a instituição social da freguesia.

UM CORSO BASTANTE PECULIAR
Contrariamente aos habituais cortejos carnavalescos com sabor carioca, esta iniciativa vilanovense não teve samba e ritmos brasileiros, mas contou com a boa disposição, envolvimento e generosidade das populações rurais. Uma benevolência que permitiu que “muitos dos produtos fossem vendidos várias vezes”, como relata Justina Oliveira, uma das participantes no desfile. “As pessoas davam o dinheiro e voltavam a devolver o que acabavam de comprar para que pudesse vender-se mais uma vez”, acrescenta.
Os “casal real” do corso era igualmente inusual, mas nem por isso ilógico dada a sua ligação ao CAS. António Andrade, tesoureiro da instituição, foi “eleito” o rei do cortejo e o título de rainha atribuído a uma das utentes do Centro de Dia da instituição, Maria de Lurdes Neves. Surpreendida mas satisfeita com “a óptima tarde passada” afirma que “voltaria a fazê-lo novamente, mesmo um pouco adoentada” como dizia sentir-se.

"LEILÃO" IMPROVISADO
A venda de alguns produtos e objectos diversos estava inicialmente prevista para o a noite do dia 21 nas instalações daquela instituição, “mas a reduzida adesão registada levou a um adiamento”, afirmou Mónica Teixeira, directora técnica do centro. O “leilão” improvisado acabou por ganhar força quando Justina Oliveira, residente em Vila Nova, sugeriu ao tesoureiro da instituição que “se fizesse uma brincadeira de carnaval pelas ruas do lugar”, refere a vilanovense. A ideia ganhou apoio e acabou por realizar-se no dia do Entrudo com o resultado já conhecido, compensando assim a assistência menos positiva ao Baile de Carnaval do Centro.

Para futuras iniciativas, e tal como já se verificou em eventos anteriores, fica registada a “adesão positiva e a vontade de ajudar da população, apesar de compreensivelmente nem sempre ser possível”, destacou Justina Oliveira que garante a sua participação no próximo ano caso se volte a realizar o corso carnavalesco.

 

Texto e multimédia: Mário Matos|Fotografia: Lino Pinho|Bloco Informativo de 4 de Março de 2009|MMPLDA 2001-2009

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