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Motociclo roubado em Vila Nova PDF Imprimir e-mail
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Proprietário e amigo terão visto dois indivíduos a rondar o local do furto. Polícia e família realizaram já diversas buscas, mas até ao momento ainda não há “quaisquer resultados”

“Já nem sei o que pensar” são palavras de Mário Cerveira, que expressa desta forma o que sente depois de a sua motorizada ter sido furtada “em pleno dia”. A ocorrência teve lugar na tarde da passada sexta-feira, em Vila Nova de Monsarros, pouco depois das 17h30, no lugar do Espinheiro, junto à antiga cerâmica local.
O dono da Piaggio Vip vermelha, de matrícula 36-GE-51, diz ter demorado cerca de meia hora, desde o momento em que se afastou do veículo para colocar arames nas videiras e o instante em que se deu conta do furto. O proprietário, que na altura do roubo se encontrava de costas para a estrada, afirma “não ter ouvido ruído algum”. Porém, refere ter visto “uma carrinha fechada a descer a estrada” logo após a ocorrência, um dado que mais tarde foi confirmado por um transeunte que afirma ter “reparado em dois indivíduos a rondar” o local onde decorreu o roubo, que circulavam num veículo idêntico ao descrito por Mário Cerveira. O proprietário adianta que as autoridades têm conhecimento desta informação e terão “efectuado buscas em certos e determinados locais” tendo em conta estes dados.
Mário Cerveira apresentou queixa às autoridades no dia do roubo, mas até à data de fecho desta edição ainda não há informações de que tenha sido recuperado o motociclo. O dono da Piaggio e filhos já procuraram o veículo em duas ocasiões por conta própria, “mas sem quaisquer resultados até ao momento”, confirma o vilanovense.
O local onde decorreu o roubo, rodeado de pinhais e vinhas, é apenas ocasionalmente frequentado por transeuntes ou pelos proprietários dos terrenos. Esta circunstância, associada ao facto de Mário Cerveira se encontrar na parte baixa da sua vinha, “com visibilidade quase nula para a estrada, tornou impossível ver o que terá acontecido”. O vilanovense desconfia que os larápios “terão conduzido o motociclo à mão e desligado, visto tratar-se de uma estrada com uma descida algo acentuada. Posteriormente, talvez já longe, devem tê-lo ligado e completado o roubo”, remata.
A motorizada, adquirida pelo vilanovense em 2001 “era utilizada essencialmente para curtas viagens” pela aldeia, afirma Mário Cerveira, que assegura o “óptimo estado” do motociclo. Esta é uma das razões que leva o proprietário a acreditar que o veículo “vai ser desmontado e vendido à peça, até porque o valor comercial do motociclo rondava os 1250 euros na altura da compra”.
O furto de viaturas foi o terceiro crime mais cometido em 2007, com um total de 24486 unidades roubadas, o que representa uma média diária de quase 70 veículos, de acordo com os dados apresentados pelo Gabinete do Coordenador de Segurança (GCS) no final do ano passado. Os números de 2008 ainda não foram divulgados, mas Leonel de Carvalho, responsável do GCS, adianta que houve uma “ligeira descida”, não tendo antecipado concretamente qual o decréscimo.


Texto, fotografias e multimédia:
Mário Matos|
Bloco Informativo de 29 de Abril de 2009|MMPLDA 2001-2009

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