Cidadãos cumpridores

A mais recente norma imposta pelo governo parece não afectar os cafés e bares de Vila Nova. A medida tem sido bem recebida pelos clientes habituais destes espaços, que em alguns casos já a aplicavam informalmente.

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Pouco mais de uma semana após a aplicação da lei que proíbe o consumo de tabaco em serviços da administração pública, restaurantes, bares, discotecas ou centros comerciais, o novo decreto nacional “está a ser cumprido na íntegra por todas as partes. Até ao momento ainda não houve quaisquer problemas” afirma Sérgio Santos, gerente do “Café Grilo”. Esta é uma opinião partilhada pelos proprietários dos três estabelecimentos vilanovenses contactados pelos RB.

O receio de poderem verificar-se quebras nos lucros apenas foi referido pelo proprietário do “Bar da Esquina”. Segundo Carlos Sousa, “tem-se verificado uma pequena descida nas vendas de alguns produtos, mas nada de muito significativo. No entanto, a tão poucos dias da implementação da lei, já se nota um decréscimo de vendas”. Já os responsáveis pelos restantes estabelecimentos declaram não terem registado oscilações até ao momento, realçando que “podem não haver alterações visíveis de momento, ainda é demasiado cedo para fazer balanços de receitas”, como esclarece Sérgio Santos.

Mas nem tudo é novidade. No “Parafuso” desde Outubro do ano passado que Elisabete Martins sensibiliza os clientes para esta problemática. “As pessoas que frequentam habitualmente este espaço já estão habituadas. Além disso, mais de metade não são fumadores e os que fumam são respeitadores”, confirma a proprietária daquele espaço. De igual forma, há algum tempo que Carlos Sousa e Sérgio Santos tentam convencer as pessoas a não fumar dentro dos respectivos estabelecimentos.

Mas nem todos concordam com a medida. Na opinião do responsável pelo “Encanto Bar” é uma imposição que representa “um corte radical. Podia ter sido efectuada gradualmente ou mesmo tornada obrigatória apenas para os restaurantes e locais que servem refeições, dando possibilidade de escolha para a sua aplicação ou não em bares e cafés. Não se compreende como se proíbe consumir um produto num espaço onde a venda deste é permitida”, reforça Manuel Ferreira.

Apesar de ainda ser muito cedo para avançar com dados concretos, existe o consenso de que “a população de Vila Nova tem consciência e reconhece a importância da medida e isso tem evitado problemas”, explica Sérgio Santos, reconhecendo que “é uma medida com vantagens evidentes e poderá mesmo levar alguns fumadores a reduzirem o número de cigarros que consomem diariamente. Quanto às receitas, o tempo dirá como serão”.

Texto e fotografia:
Mário Matos/
MMPLDA
www.mmplda.blogspot.com

 
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