| “Encerramento é uma certeza” |
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No prazo de quinze dias, duas proprietárias de estabelecimentos comerciais de Vila Nova colocaram a hipótese de encerrar devido ao decréscimo de vendas. A responsável pelo “Bazar Nossa Senhora das Neves” confirmou esta semana a intenção de fecho do estabelecimento.
Duas semanas depois de anunciado o possível fecho da loja de artesanato e decoração de Vila Nova, a proprietária de uma “loja dos 300” avançou a notícia de que irá fechar as portas a médio prazo. A data ainda não está definida, “mas o encerramento é uma certeza”, certifica. “O negócio não está bom, mas especialmente para os pequenos bazares”, afirma Justina Oliveira, proprietária do “Bazar Nossa Senhora das Neves”, na rua da capela. De acordo com a responsável pela loja “não se vende o suficiente, quase nada, e não se justifica continuar com as portas abertas ao público. Há muitos dias que não vendo nada e isso contribui para levar a cabo o fecho das portas”.As vendas têm vindo a decrescer gradualmente desde 2005, três anos depois de a localização do estabelecimento ter mudado da rua do Outeiro para o espaço actual. Após um inicio “bastante satisfatório, o caso mudou de figura e agravou-se”, esclarece Justina Oliveira. “As lojas dos chineses começaram a multiplicar-se e as grandes superfícies expandiram-se em espaço, abrindo lojas de venda independentes. O resultado foi o agravar do negócio dos pequenos bazares, que caíram e continuam a descer os lucros”, refere a proprietária. O estabelecimento surgiu no dia 22 de Dezembro de 1995, “porque não tinha trabalho e precisava de alguma coisa para fazer”, esclarece Justina Oliveira. O volume de negócio nos primeiros cinco anos foi “bastante bom, havia meses em que se superavam as expectativas”, como os 842 euros ganhos apenas no mês de Janeiro. Actualmente, “é difícil que se iguale esta mesma soma ao longo de todo o ano”, sublinha proprietária. O decréscimo de vendas e o facto de haver “várias pessoas que ainda devem dinheiro”, cinco das quais com uma dívida superior a 600 euros, “está na origem do fecho da loja, que já esteve mais longe de acontecer”, adianta a proprietária. Apesar de o encerramento estar perto, mas sem data definida, Justina Oliveira está disposta a vender ou arrendar o edifício onde actualmente se encontra instalado o “Bazar Nossa Senhora das Neves”. A proprietária equaciona ainda a hipótese de “vender o espaço com recheio incluído, caso apareçam propostas aliciantes”. Relacionadas: Texto e fotografia:
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